O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas tarifas que impactam produtos brasileiros. Durante uma transmissão ao vivo, ele anunciou a intenção de dialogar com o governo da China para discutir as taxas que afetam as exportações de carne bovina do Brasil.
Flávio destacou que as exportações de carne para a China já enfrentam uma tarifa de 12%, e os embarques que excederem a cota anual sofrerão uma cobrança adicional de 55%. Ele enfatizou a necessidade de evitar prejuízos ao setor exportador e buscará apoio diplomático para reverter essas medidas.
Impacto das tarifas nas exportações de carne
O senador mencionou que, com o aumento das tarifas, a taxação total da carne brasileira pode chegar a 67% quando a cota é ultrapassada. Ele se comprometeu a buscar diálogo com representantes chineses para evitar essa situação. Flávio também atribuiu ao governo Lula as dificuldades nas negociações comerciais internacionais, que têm prejudicado o setor.
Críticas à regulamentação da União Europeia
Além das tarifas chinesas, Flávio criticou a nova regulamentação da União Europeia, que excluiu o Brasil da lista de países aptos a atender às exigências de importação de produtos de origem animal. Ele afirmou que essa situação é resultado da “incompetência” do governo em atender às normas sanitárias exigidas pelo bloco europeu.
Barreiras comerciais impostas pelos EUA
O senador também apontou que o Executivo não tem atuado para revisar os limites de importação estabelecidos pela China e não conseguiu evitar o aumento das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. Flávio questionou se o Palácio do Planalto o responsabilizaria pelas medidas adotadas pelo governo americano, referindo-se às tarifas que afetam produtos brasileiros.
Busca por apoio internacional
Flávio afirmou que tem tentado convencer autoridades dos EUA a reconsiderar as tarifas durante suas visitas ao país. Ele acredita que a decisão do governo Trump, que entrará em vigor em breve, é motivada por questões políticas. O senador concluiu que a responsabilidade pela situação atual recai sobre o governo Lula.
Fonte: cnnbrasil.com.br