Flávio Bolsonaro substitui marqueteiro após crise em pré-campanha presidencial

Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou a troca de seu marqueteiro na pré-campanha à Presidência da República. Marcello Lopes deixou o cargo nesta quarta-feira, 20, e foi substituído pelo publicitário Eduardo Fischer. A decisão ocorre em meio a uma crise desencadeada por uma reportagem do site Intercept Brasil, que expôs uma negociação polêmica envolvendo Flávio e Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no valor de R$ 134 milhões para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

flávio: cenário e impactos

Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, deveria assumir oficialmente a comunicação da pré-campanha em junho, mas já fazia parte da equipe desde o dia 12 de maio. Em nota, a equipe de Flávio informou que a saída de Marcelão foi consensual e que ele decidiu priorizar seus negócios pessoais. O publicitário retornará aos Estados Unidos para compromissos familiares.

Aliados de Flávio e membros do PL criticaram a condução de Marcelão durante a crise, especialmente após a divulgação de um vídeo em que o senador tentava esclarecer sua relação com Vorcaro. A viagem de Marcelão aos Estados Unidos durante a crise também gerou descontentamento entre os integrantes do partido.

O coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), expressou otimismo em relação à nova contratação. Ele destacou a experiência de Fischer em criação e estratégia, afirmando que espera que ele traga uma nova abordagem à campanha, tornando Flávio mais conhecido entre os eleitores brasileiros.

A troca de marqueteiro ocorre em um momento delicado para a imagem de Flávio, que, segundo uma pesquisa da Atlas/Intel, perdeu seis pontos percentuais desde a revelação da negociação. O senador defende que o acordo com Vorcaro foi um pedido de financiamento privado para um filme, mas o montante levantou suspeitas, inclusive entre seus aliados.

A Polícia Federal está investigando se os recursos do Banco Master foram utilizados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos.

Reações e Controvérsias na Campanha

Fabio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da presidência durante o governo Bolsonaro, comentou a saída de Marcelão, afirmando que ele foi “sabotado pela política”. Wajngarten defendeu a permanência de Marcelão na equipe e criticou os nomes que estão sendo cogitados para substituí-lo.

“Eu não tolero injustiças: o Marcelão é ótimo, alma boa. Foi sabotado pela política. Ele não caiu, pediu para sair”, afirmou Wajngarten em suas redes sociais, acrescentando que tentará convencer Marcelão a reconsiderar sua decisão.

Fonte: folhavitoria.com.br

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