O deputado federal Ubiratan Sanderson, do Partido Liberal (PL), protocolou um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira, 27, para que seja investigado o Partido dos Trabalhadores (PT) em relação a um vídeo que circula nas redes sociais. O material, divulgado no último domingo, 26, tenta associar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao escândalo do Banco Master.
No vídeo, que se espalhou por perfis de apoiadores e críticos do governo, o locutor utiliza a expressão “bolsomaster” e alega que Flávio teria recebido uma mansão avaliada em R$ 6 milhões em Brasília como parte de um esquema ilícito.
Contexto do vídeo e suas alegações
O conteúdo questionado apresenta Flávio Bolsonaro como parte de um “esquema de rachadinhas” e menciona supostas irregularidades, como desvios de milhões de reais e a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo. O vídeo também sugere uma ligação entre o senador e milicianos que atuavam em seu gabinete. A afirmação de que Flávio é o “filho mais corrupto do Bolsonaro” é uma das declarações mais contundentes do material.
Reação do deputado Sanderson
De acordo com Sanderson, a associação feita no vídeo é baseada em relatos apresentados como fatos, mas sem respaldo em investigações formais. Ele destaca que não há, até o momento, qualquer investigação que vincule Flávio ao escândalo do Banco Master. A assessoria do senador classificou as acusações como “mentirosas e absurdas”, reforçando que ele não é formalmente mencionado nas investigações.
Pedido de investigação e medidas urgentes
O deputado solicita a abertura imediata de uma investigação para apurar a origem e a disseminação do vídeo, além de identificar os responsáveis. Sanderson argumenta que a rapidez é essencial, dado o potencial de desinformação que o material pode gerar nas redes sociais. Ele pede ainda a interrupção da circulação do vídeo, caso sejam encontradas irregularidades, e sugere o envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Implicações políticas e contextos históricos
O vídeo foi apresentado durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília, e menciona que o Banco Master foi autorizado a operar em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro. O partido também destaca que o cunhado de Daniel Vorcaro, um dos envolvidos no banco, doou R$ 5 milhões para campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
As alegações feitas no vídeo, que tentam conectar os envolvidos a um suposto esquema de corrupção, refletem a polarização política do país e a utilização de narrativas em campanhas eleitorais. O deputado Sanderson enfatiza que a acusação não se trata apenas de uma crítica política, mas de uma imputação de condutas ilícitas sem fundamento.
Fonte: infomoney.com.br