Irã critica compromisso dos EUA com paz enquanto Israel intensifica ataques ao Líbano

tante de suas exigências para o acordo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin

O principal negociador do Irã levantou questionamentos sobre o comprometimento dos Estados Unidos com iniciativas de paz, em meio a novos ataques de Israel ao Líbano. Esses eventos complicam as perspectivas de um acordo preliminar entre Teerã e Washington, que estava previsto para ser assinado neste domingo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o Paquistão, que atua como mediador, expressaram otimismo sobre a assinatura do acordo. No entanto, a resposta de Teerã foi cautelosa, com manifestantes mais radicais no Irã expressando sua oposição. Fontes indicaram que negociadores do Catar estavam em Teerã para auxiliar nas discussões.

O negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, destacou que os ataques israelenses aos subúrbios de Beirute demonstram a falta de vontade e capacidade dos EUA em honrar seus compromissos. Ele enfatizou que, sem essa disposição, a continuidade das negociações se torna inviável.

Impacto dos ataques israelenses

A guerra entre os EUA, Israel e Irã, que começou em fevereiro, intensificou o conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano. O Exército israelense relatou que o Hezbollah disparou projéteis contra comunidades no norte de Israel, violando o cessar-fogo. Em resposta, Israel atacou alvos no bairro de Dahiyeh, em Beirute, resultando em mortes.

Um diplomata não identificado mencionou que os ataques israelenses estão dificultando os esforços para finalizar o acordo entre EUA e Irã, caracterizando-os como uma tentativa de sabotar as negociações. Israel, por sua vez, reafirmou sua intenção de manter operações no Líbano, enquanto Teerã exige um cessar-fogo como parte do acordo.

Incertezas sobre o acordo

Desde o início dos ataques, milhares de pessoas perderam a vida, principalmente no Irã e no Líbano. O Irã retaliou com ataques a Israel e a países do Golfo que abrigam bases norte-americanas, bloqueando efetivamente o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o abastecimento global de petróleo. Este bloqueio elevou os preços da energia, enquanto a Marinha dos EUA intensificou suas operações na região.

No sábado, Trump anunciou que o acordo com o Irã seria assinado no dia do seu 80º aniversário. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, confirmou que Islamabad estava se preparando para uma assinatura eletrônica, seguida de negociações técnicas na semana seguinte. Contudo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a assinatura não ocorreria no domingo, mas poderia acontecer nos próximos dias.

Fontes indicaram que Teerã ainda estava avaliando os aspectos políticos, jurídicos e técnicos do acordo. De acordo com o rascunho, os EUA concordariam em liberar US$25 bilhões em ativos iranianos congelados, enquanto o Irã se comprometeria a não desenvolver armas nucleares.

Fonte: infomoney.com.br

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