Nos últimos meses, a Síria, que antes não enviava combustíveis, passou a representar mais de um quarto dos volumes do Oriente Médio. Os suprimentos, transportados em milhares de caminhões, levam cerca de quatro dias para chegar aos portos do Mediterrâneo, destacando como a guerra no Irã está alterando os fluxos de energia na região.
Os países do Golfo Pérsico têm buscado alternativas para reduzir a dependência do Estreito de Ormuz para suas exportações. Isso inclui a utilização de oleodutos existentes e a expansão da infraestrutura em portos fora da via navegável. A recente escalada de hostilidades na região tem afetado o transporte marítimo de combustível, reforçando a necessidade de rotas alternativas, uma vez que o estreito representa cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo.
O aumento no transporte de combustível pela Síria ressalta os esforços para integrar o país à economia global. Após anos de sanções, os EUA estão apoiando a recuperação da Síria, que agora é vista como uma porta de entrada para os fluxos de energia do Iraque. O óleo combustível, utilizado na navegação e geração de energia, é o principal produto exportado pelo Iraque, e a necessidade de encontrar novas rotas é crucial para evitar que suas refinarias fiquem sobrecarregadas.
Além da Síria, os Emirados Árabes Unidos estão contornando parcialmente o estreito com um gasoduto existente, enquanto a Arábia Saudita e o Kuwait também estão expandindo suas infraestruturas de oleodutos. O Iraque está desenvolvendo novos oleodutos e reabilitando os existentes para evitar a dependência do Estreito de Ormuz.
De acordo com dados da Vortexa, a Síria exportou 720.000 toneladas de óleo combustível em junho, tornando-se a maior remetente do produto no Oriente Médio, com 28% dos volumes totais. Essa mudança não apenas beneficia o Iraque, mas também pode ser vital para a recuperação econômica da Síria após anos de conflito.
Fonte: infomoney.com.br
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