O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (14.jun.2026) para a França, onde participará da cúpula do G7, programada para ocorrer de 15 a 17 de junho. A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gera expectativas sobre uma possível conversa entre os dois líderes, embora não haja uma reunião bilateral agendada ou solicitação formal de qualquer um dos lados.
Fontes do Palácio do Planalto indicam que um encontro formal entre Lula e Trump pode não trazer resultados práticos neste momento. As negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos continuam por canais técnicos, e os presidentes já se reuniram em maio na Casa Branca. No entanto, o governo brasileiro admite a possibilidade de um contato informal durante as atividades da cúpula.
Abordagem diplomática e temas a serem discutidos
Lula deve evitar menções diretas a Trump e às tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A orientação é manter um tom diplomático, apresentando a posição do Brasil de forma ampla, com foco na defesa de regras multilaterais para o comércio e críticas a medidas protecionistas. O Planalto acredita que um confronto público poderia intensificar as tensões nas negociações entre os dois países.
Agenda da cúpula e prioridades do Brasil
Durante a cúpula do G7, Lula participará de discussões sobre parcerias internacionais, desenvolvimento global e crescimento econômico equilibrado. O presidente brasileiro deve pressionar os países desenvolvidos a manter o financiamento de iniciativas voltadas para o combate à pobreza e o desenvolvimento das economias emergentes.
Exploração de minerais críticos e soberania nacional
Outro ponto importante na agenda será a exploração de minerais críticos, como terras-raras. O Brasil defenderá uma maior valorização desses recursos nos países de origem, associando essa posição à defesa da soberania nacional.
Décima participação de Lula no G7
Esta será a décima vez que Lula participa de uma cúpula do G7 como convidado. O Brasil não faz parte do grupo, o que significa que não estará envolvido nas negociações dos documentos finais. Contudo, a delegação brasileira poderá apoiar textos de seu interesse após a aprovação pelos membros do G7.
Na terça-feira (16.jun), Lula participará de uma sessão sobre parcerias internacionais. Já na quarta-feira (17.jun), o programa inclui debates sobre crescimento econômico equilibrado, um almoço com representantes do setor de tecnologia sobre inteligência artificial e possíveis reuniões bilaterais.
Fonte: poder360.com.br