O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista ao Canal Livre da Band, que a dívida pública do Brasil, considerada “irreal”, não o preocupa. A declaração foi feita no Palácio da Alvorada, onde Lula destacou as reservas internacionais como um fator de sustentação econômica.
Durante a entrevista, os jornalistas mencionaram que a dívida pública aumentou de 71% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82,5% desde seu retorno à presidência. Economistas apontam que essa elevação pode ser um obstáculo para a redução das taxas de juros. Lula, por sua vez, defendeu que a melhor maneira de diminuir a relação entre a dívida e o PIB é promover o crescimento econômico.
O presidente ressaltou que o Brasil passou uma década sem crescimento e, após seu retorno ao governo, registrou uma expansão superior a 3%. Ao falar sobre a relação entre dívida, juros e confiança na economia, ele enfatizou: “Quando digo que a dívida pública não me causa pânico, é porque se trata da dívida pública irreal”.
Lula também mencionou que as reservas internacionais funcionam como um “colchão de sustentação” para a economia, destacando que sua formação começou em seu primeiro governo, em 2005. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou R$ 10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB, com um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior.
O presidente expressou preocupação com o endividamento e a intenção de reduzir a relação entre a dívida e o PIB, defendendo, ao mesmo tempo, a manutenção de gastos com programas sociais, reajustes do salário mínimo e investimentos em infraestrutura. Ele reconheceu que “não está sobrando” dinheiro no Orçamento, mas afirmou que o governo precisa equilibrar os gastos necessários com a redução da dívida.
Em sua fala, Lula reiterou a importância de continuar as políticas de auxílio à população mais pobre, ao mesmo tempo em que busca melhorar a relação entre o endividamento e o tamanho da economia.
Fonte: poder360.com.br