
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre a apreensão de uma arma de fogo de sua propriedade. O incidente ocorreu durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de ontem, 15 de março.
Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar desde 24 de março, foi abordado em um bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga, onde um Honda Civic foi parado. O motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente.
Contexto da apreensão: o que aconteceu na blitz
Durante a abordagem, foi encontrado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros. O motorista foi levado a uma delegacia, onde declarou que a arma foi retirada para reparo e que seria devolvida no dia seguinte. Essa situação levanta questões sobre a posse e a segurança do armamento em um contexto delicado.
Decisão de Moraes: questionamentos sobre a posse da arma
A decisão de Moraes exige que a defesa de Bolsonaro explique por que o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, especialmente com um carregador sobressalente. Além disso, o ministro questiona o motivo pelo qual, às vésperas do término do período de 90 dias de prisão domiciliar humanitária, Bolsonaro solicitou o reparo da arma.
Segurança e cumprimento das ordens judiciais
Moraes também requisitou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF, informe se a ordem judicial que determina a revista dos veículos que saem da residência de Bolsonaro está sendo cumprida. Isso inclui veículos oficiais que garantem a segurança do ex-presidente, um ponto crucial para a avaliação das medidas de segurança em vigor.
Histórico da prisão de Bolsonaro
Antes de ser colocado em prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal relacionada à trama golpista. A situação atual levanta preocupações sobre a segurança e a responsabilidade no uso de armamento por figuras públicas.
Fonte: folhavitoria.com.br