Operação Compliance Zero: Polícia Federal investiga Jaques Wagner e fraudes no Banco Master

BA). Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo principal o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado. A investigação se concentra em fraudes envolvendo o Banco Master e o Partido dos Trabalhadores na Bahia, além de examinar os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

Os investigadores suspeitam que Jaques Wagner tenha recebido um imóvel e pagamentos de propina através de uma empresa vinculada a um de seus familiares. Acredita-se que essa estrutura foi utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na operação.

Além de realizar buscas nos endereços de Wagner, a PF também está cumprindo mandados em empresas e residências de Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, em locais como Bahia, São Paulo e Brasília. Lima foi responsável por implementar um sistema de crédito consignado para servidores públicos durante o governo de Wagner na Bahia (2007-2014), que posteriormente foi transferido para o Banco Master.

No total, a operação abrange 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. A decisão inclui medidas cautelares, como a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica.

O Estadão solicitou uma manifestação de Jacques Wagner sobre a operação, e o espaço permanece aberto para sua resposta.

Operação Compliance Zero: foco em fraudes e conexões políticas

Esta fase da operação é a primeira a direcionar investigações a políticos aliados do presidente Lula. O empresário Augusto Lima, que já foi preso na primeira fase da Compliance Zero em novembro do ano passado, foi libertado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não foi alvo de fases subsequentes. A PF suspeita que ele também tenha atuado na venda fraudulenta do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Lima é considerado um empresário influente na Bahia, mantendo relações com políticos do PT e da oposição. Em fases anteriores da operação, a PF já havia investigado o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: folhavitoria.com.br

Mais recentes

PUBLICIDADE