Outros títulos também mostraram queda, como o IPCA+ 2040, que caiu de 7,58% para 7,54%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045, que recuou de 7,56% para 7,52%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 foi de 7,78% para 7,75%, enquanto o IPCA+ 2050 apresentou uma leve queda de 7,30% para 7,28%.
Nos títulos prefixados, o movimento de queda foi menos acentuado. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,80% para 14,76%, o Prefixado 2032 recuou de 14,75% para 14,73%, e o Prefixado 2029 teve uma variação mínima, de 14,31% para 14,30%.
Esse alívio nas taxas ocorre após uma sequência de sessões de forte pressão nos mercados globais de renda fixa. Na terça-feira, o rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos alcançou 5,323%, o maior patamar em 19 anos, antes de recuar para cerca de 5,28%. O rendimento do título de 10 anos, referência para hipotecas e crédito ao consumidor nos Estados Unidos, caiu para aproximadamente 4,70% nesta quarta.
A liquidação que pressionou os títulos longos não se restringiu aos Estados Unidos. O rendimento dos papéis japoneses de 10 anos atingiu o maior nível em três décadas, enquanto os títulos alemães de 30 anos alcançaram o patamar mais alto desde 2011. Os títulos franceses de mesmo prazo também atingiram a máxima pós-2008. Esse movimento reflete preocupações com a deterioração fiscal em economias desenvolvidas e a persistência da inflação, além da forte concorrência por capital gerada pelas emissões corporativas ligadas a investimentos em inteligência artificial, que podem somar cerca de US$ 1,5 trilhão neste ano.
Os investidores agora se voltam para a ata da reunião de julho do Federal Reserve, que será divulgada ainda nesta quarta. Na ocasião, o banco central americano manteve os juros inalterados, mas três dirigentes votaram a favor de uma alta, uma divisão que o mercado deve analisar em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária.
No cenário doméstico, a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 avançou no Senado, um tema que entra no radar dos investidores devido aos possíveis efeitos sobre os custos das empresas e o mercado de trabalho.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h23 desta quarta-feira (19):
| Título | Rendimento Anual | Vencimento |
|---|---|---|
| Tesouro Reserva 2036 | SELIC | 01/01/2036 |
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,0731% | 01/03/2031 |
| Tesouro Prefixado 2029 | 14,30% | 01/01/2029 |
| Tesouro Prefixado 2032 | 14,73% | 01/01/2032 |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 14,76% | 01/01/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 8,09% | 15/08/2032 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 | IPCA + 7,75% | 15/05/2037 |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,54% | 15/08/2040 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 | IPCA + 7,52% | 15/05/2045 |
| Tesouro IPCA+ 2050 | IPCA + 7,28% | 15/08/2050 |
| Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 | IPCA + 7,37% | 15/08/2060 |
Fonte: infomoney.com.br
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