“Sou totalmente contrário a qualquer tentativa de golpe”, afirmou Zema, ressaltando que sua aproximação com Bolsonaro foi circunstancial, relacionada à eleição de 2018 e à oposição comum ao PT. O pré-candidato justificou seu apoio ao ex-presidente no segundo turno de 2022, afirmando que o fez por estar do lado oposto aos petistas, que, segundo ele, “destruíram” Minas Gerais.
Zema destacou que sua atuação durante a pandemia foi distinta da de Bolsonaro. Ele afirmou que sempre acreditou na ciência e que suas decisões foram pautadas por essa crença. Além disso, lembrou que nunca esteve no mesmo partido que Bolsonaro, enfatizando que o ex-presidente não fez campanha para sua candidatura.
O ex-governador se declarou democrata e expressou confiança nas urnas eletrônicas, embora tenha defendido a implementação de um mecanismo impresso para auditorias. Zema também reiterou seu apoio à anistia de Jair Bolsonaro, sugerindo que o caso poderia ser reavaliado em um novo julgamento.
Jair Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado. O STF concluiu que Bolsonaro atuou como mentor intelectual na tentativa de golpe, fomentando acampamentos golpistas e monitorando autoridades.
As declarações de Zema refletem uma tentativa de se posicionar como uma alternativa viável dentro do cenário político atual, buscando atrair eleitores que valorizam a democracia e a ciência em detrimento de práticas autoritárias.
Fonte: infomoney.com.br
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