A expectativa é que os líderes da aliança abordem questões críticas, como o aumento dos gastos com defesa, a guerra entre Rússia e Ucrânia e a segurança no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Uma autoridade sênior dos EUA indicou que Washington espera que os aliados discutam maneiras de fortalecer a segurança marítima na região, apesar do reconhecimento de que muitos países da Otan carecem de recursos suficientes para contribuir de forma significativa.
Antes da viagem, Trump mencionou que uma solução para o conflito na Ucrânia está “mais próxima do que as pessoas imaginam” e que este tema será um dos principais assuntos da cúpula. A Casa Branca também anunciou que o presidente americano deverá realizar reuniões bilaterais com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com o presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, durante o encontro.
A viagem acontece em meio a provocações de Trump contra a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. O presidente americano publicou nas redes sociais uma imagem da premiê com a legenda “NECESSÁRIA UMA MEDIDA PROTETIVA”, reacendendo um desentendimento que começou após o G7 realizado na França no mês anterior.
O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, minimizou a situação, enfatizando a importância de manter boas relações entre os dois países. No entanto, a oposição italiana criticou a atitude de Trump, indicando um aumento nas tensões diplomáticas.
A Cúpula da Otan ocorre em um momento de elevada tensão internacional, com a continuidade da guerra na Ucrânia e as repercussões do recente conflito entre Estados Unidos e Irã. Os líderes da aliança se reúnem em um cenário desafiador, onde a cooperação e a segurança coletiva são mais necessárias do que nunca.
(Com informações de Alejandra Jaramillo e Kevin Liptak, da CNN e Keith Weir, da Reuters)
Fonte: cnnbrasil.com.br
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