O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência em 2026, Romeu Zema, defendeu em evento realizado em Vitória a equiparação do crime organizado ao terrorismo na legislação brasileira. Durante sua palestra no “Brasil Sob Ameaça – Encontro Nacional de Segurança e Combate ao Crime Organizado”, Zema argumentou que a gravidade das ações de facções criminosas justifica essa mudança.
crime: cenário e impactos
“Quem é faccionado, quem pertence a uma organização criminosa precisa ser equiparado a terrorista”, afirmou Zema, destacando a necessidade de um tratamento mais rigoroso para esses grupos.
O evento, que aconteceu nos dias 27 e 28 de setembro, reuniu especialistas em segurança pública para discutir estratégias eficazes no combate ao crime. Zema ressaltou que, apesar do Brasil não estar em guerra, as facções criminosas controlam vastas áreas do território nacional, impactando diretamente a vida dos cidadãos.
Estudos indicam que cerca de 26% da população brasileira reside em regiões dominadas pelo crime organizado. Zema enfatizou as consequências enfrentadas por essas comunidades, onde os moradores frequentemente pagam mais por serviços essenciais, como água e energia, devido à extorsão das facções.
“As pessoas que moram nessas áreas sofrem na pele essas consequências. Eles pagam mais caro pela água, pela energia, pela internet e quem tem um comércio muitas vezes tem que pagar um pedágio para os líderes das facções.”
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais
Na mesma linha, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, também se posicionou a favor da classificação das organizações criminosas como terrorismo, reforçando a urgência de medidas mais severas.
Brasil precisa de uma reforma como em El Salvador, avalia Zema
Zema propôs uma reforma abrangente na legislação para enfrentar as organizações criminosas. Ele mencionou que o Consórcio Sul Sudeste (Cosud) já sugeriu ao Ministério da Justiça, em 2024, uma série de medidas, incluindo a perda automática da liberdade condicional para infratores e a flexibilização das abordagens policiais.
O ex-governador citou El Salvador como um exemplo positivo, onde políticas rigorosas, como a equiparação das facções ao terrorismo e o encarceramento em massa, resultaram na redução da criminalidade. Zema visitou o país para observar de perto essas estratégias e acredita que o Brasil deve adotar um modelo semelhante para combater a criminalidade de forma eficaz.
Fonte: folhavitoria.com.br