O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou seus apoiadores para uma mobilização com o objetivo de engajar eleitores que não compareceram ao primeiro turno das eleições. Durante um ato de campanha realizado na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste sábado (24.out.2026), véspera do segundo turno, Lula pediu que a militância visitasse residências e dialogasse com a população para convencê-la a ir às urnas no domingo (25.out).
A concentração para a caminhada teve início por volta das 8h no Posto 5, na Avenida Atlântica, com o evento programado para começar às 10h. Lula chegou ao local às 9h40, demonstrando seu comprometimento com a mobilização.
Entre os participantes do evento estavam:
- Janja Lula da Silva, primeira-dama;
- Benedita da Silva (PT-RJ), deputada federal;
- Aloizio Mercadante, presidente do BNDES;
- Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro;
- Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio de Janeiro;
- Rodrigo Neves (PDT), prefeito de Niterói.
O chefe do Executivo enfatizou que a mobilização deve se concentrar em convencer aqueles que optaram por não votar. “Votar é uma necessidade de fortalecer a democracia brasileira”, afirmou. Lula ressaltou que a participação nas eleições é fundamental para a soberania do país, afirmando: “Não é por mim, não é pelo meu adversário, é pelo Brasil que vocês têm que votar”.
O petista destacou que a mobilização é pacífica e democrática, referindo-se à sua base de apoio como um “Exército do Lula”, que, segundo ele, alcançaria 13 milhões de pessoas. “É um exército maior do que o chinês, maior que o americano, maior que o da Rússia. Mas não é um exército para a guerra, é para a paz e para a democracia”, declarou.
Lula também aproveitou a oportunidade para criticar as propostas do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, afirmando que seu adversário deseja privatizar o SUS (Sistema Único de Saúde) e reverter a proposta de fim da escala de trabalho 6×1. O presidente chamou Bolsonaro de “miliciano” e afirmou que a escolha nas urnas se resume a “alguém que beija a bandeira nacional ou alguém que beija a bandeira americana”.
Ao se dirigir às mulheres, Lula mencionou a morte da menina Ana Clara, de 5 anos, que foi atingida por um tiro de fuzil em 2021. O caso gerou controvérsia e o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial Bruno Dias Delaroli pelo crime. Em 2024, Flávio Bolsonaro recorreu ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão que levou o processo ao Tribunal do Júri.
O presidente criticou as declarações do adversário sobre o caso e pediu que as eleitoras não votem no candidato do PL. Janja Lula da Silva também discursou, destacando as mulheres como “guardiãs da democracia”.
A caminhada em Copacabana foi marcada por jingles de campanha, como “Bota pra virar” e “É 13, é 13, o outro lado é desespero”. Os apoiadores estenderam um bandeirão com a mensagem “Não entregaremos nossas praias”.
Fonte: poder360.com.br