Bárbara Evans revela dependência do clonazepam e seu impacto na saúde mental

Reprodução/Instagram)

A modelo e atriz Bárbara Evans compartilhou em suas redes sociais uma experiência pessoal sobre sua dependência do clonazepam, um medicamento frequentemente utilizado para tratar insônia e ansiedade. Em um relato sincero, ela revelou que lutou contra o vício nos últimos cinco ou seis anos, sem compreender os efeitos prejudiciais a longo prazo do uso contínuo.

Evans descreveu sua jornada de dependência, afirmando que não conseguia dormir sem o medicamento. Atualmente, está em processo de desintoxicação sob supervisão psiquiátrica e tenta substituir o clonazepam por gominhas de canabidiol (CBD) para melhorar seu sono. Ela mencionou que, embora tenha conseguido reduzir a dosagem do medicamento, enfrentou uma recaída devido à ansiedade relacionada a compromissos profissionais.

O que é o clonazepam e como atua?

O clonazepam é um ansiolítico que atua no sistema nervoso central, proporcionando efeitos tranquilizantes e relaxantes. Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein, ele pertence à classe dos benzodiazepínicos e age sobre o ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor que regula a excitabilidade neuronal. O uso inadequado pode levar a convulsões e distúrbios psicológicos.

A medicação é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de epilepsia em crianças e adultos, mas também é indicada para adultos em casos de ansiedade, síndrome do pânico e outros transtornos mentais. No Brasil, o clonazepam é classificado como um remédio controlado, exigindo receita médica para sua aquisição.

Riscos e efeitos colaterais do uso prolongado

O uso prolongado do clonazepam pode resultar em efeitos adversos significativos. Entre os efeitos colaterais comuns estão:

  • Sonolência
  • Tontura
  • Dificuldade de memória
  • Aumento da saliva

Além disso, efeitos mais graves podem ocorrer, como alterações no comportamento, confusão e até pensamentos suicidas. A dependência e a overdose são riscos associados ao uso inadequado do medicamento, o que pode levar a consequências fatais.

A importância do acompanhamento médico

Bárbara Evans enfatizou a necessidade de buscar orientação médica ao utilizar clonazepam. Em seu vídeo, ela aconselhou que quem faz uso do medicamento sem supervisão deve ter um psiquiatra ou profissional de saúde para acompanhamento. Essa orientação é crucial para evitar complicações e promover uma recuperação segura.

“Pesquisem, conversem com o médico de vocês. Quem toma sem médico precisa de alguém que os ajude”, alertou a artista, destacando a importância de um suporte adequado durante o tratamento.

O relato de Bárbara Evans não apenas traz à tona a questão da dependência de medicamentos controlados, mas também serve como um lembrete da importância do cuidado com a saúde mental e do acompanhamento profissional em situações de vulnerabilidade.

Fonte: infomoney.com.br

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