O embaixador da China na ONU, Fu Cong, expressou sua desaprovação em relação a uma proposta de resolução dos Estados Unidos e do Barein sobre o Estreito de Ormuz, afirmando que tanto o conteúdo quanto o momento da proposta não são apropriados. Em suas declarações, Fu enfatizou que a aprovação da resolução não traria benefícios.
Detalhes da proposta de resolução
A proposta exige que o Irã cesse os ataques e a minagem na região do estreito. No entanto, diplomatas alertam que a resolução pode enfrentar vetos da Rússia e da China, que já bloquearam uma proposta similar no mês anterior, alegando que ela era tendenciosa contra o Irã.
Declarações do embaixador chinês
Durante uma entrevista improvisada, Fu afirmou: “Não achamos que o conteúdo esteja correto e o momento não é adequado”. Ele ressaltou a necessidade de negociações sérias entre as partes envolvidas para resolver a questão, afirmando que a votação da resolução neste momento não seria útil.
Posição da China no Conselho de Segurança
Como presidente atual do Conselho de Segurança da ONU, a China tem a responsabilidade de organizar votações, mas Fu indicou que, até o momento, não houve solicitação para que a resolução fosse colocada em votação. Ele declarou que, se dependesse da China, a resolução não seria votada.
Contexto das relações EUA-China
As declarações de Fu foram feitas após uma cúpula de dois dias entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Durante o encontro, ambos concordaram que o estreito deve permanecer aberto, e Xi manifestou a oposição da China à militarização da via e a qualquer tentativa de cobrança de pedágio pelo seu uso.
Frustração da China com o conflito no Irã
Embora Xi não tenha comentado diretamente sobre a proposta, o Ministério das Relações Exteriores da China expressou frustração com a continuidade do conflito no Irã, afirmando que “esse conflito, que nunca deveria ter acontecido, não tem motivo para continuar”.
Fonte: infomoney.com.br