Governador veta projeto que permitiria carregadores de carros elétricos em condomínios

Foto: Freepik

O governador Ricardo Ferraço (MDB) vetou integralmente um projeto de lei que autorizava a instalação de carregadores de carros elétricos e híbridos em garagens de condomínios, de autoria do deputado estadual Fabrício Gandini. A proposta, aprovada com alterações pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo no dia 6 de abril, visava facilitar a adaptação dos condomínios às novas demandas de mobilidade elétrica.

governador: cenário e impactos

De acordo com o texto, os proprietários teriam a possibilidade de instalar um carregador individual em sua própria vaga, desde que respeitassem as normas de segurança pública, proteção ambiental e padrões de infraestrutura. Os custos de instalação e consumo de energia ficariam a cargo do condômino, enquanto o condomínio poderia optar por instalar pontos coletivos, sem impedir o direito ao carregador individual.

O veto foi justificado pelo governador com base em questões constitucionais, conforme análise da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Ferraço destacou que a matéria invade a competência privativa da União em legislar sobre direito civil, o que torna o projeto inconstitucional. Além disso, ele mencionou que a própria Assembleia já havia reconhecido a inconstitucionalidade por vício de iniciativa.

Outro ponto levantado pelo governador refere-se aos custos operacionais para os condomínios, que precisariam adequar suas redes elétricas às novas exigências. Ferraço enfatizou que a necessidade de adequação às normas técnicas de instalação acarretaria custos adicionais.

Impactos da Decisão

A advogada condominial Ellen Matos comentou que o veto mantém a autonomia condominial, o que gera implicações práticas e jurídicas significativas para síndicos, administradoras e condôminos. Cada condomínio poderá definir suas próprias regras sobre a instalação de carregadores, desde que respeitadas a legislação civil e as normas de segurança.

“Foi uma decisão cautelosa, considerando que se trata de uma matéria federal. O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça para verificar a constitucionalidade, e até lá não teremos uma norma específica”, explicou Matos.

A Assembleia Legislativa ainda tem a opção de derrubar o veto do governador, mas o assunto ainda não foi incluído na pauta do Legislativo.

Fonte: folhavitoria.com.br

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