Gilmar Mendes se torna porta-voz do STF em meio à ausência de Fachin, aponta especialista

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Em uma análise sobre a dinâmica atual do Supremo Tribunal Federal (STF), o jornalista e pesquisador Felipe Recondo destacou que Gilmar Mendes tem ocupado um “espaço vazio” como porta-voz da Corte. Mendes tem se mostrado ativo em entrevistas, mesas redondas e comentários sobre a condução processual de seus colegas, o que, segundo Recondo, reflete a falta de uma postura mais assertiva de Edson Fachin na comunicação institucional do tribunal.

Recondo acredita que Fachin deveria assumir um papel mais proeminente na comunicação do STF, especialmente em momentos em que sua voz é necessária. “Eu imagino que quem devesse estar naquele Roda Viva ontem fosse o ministro Fachin, falando pelo Tribunal”, afirmou. A ausência de Fachin nesse espaço permite que Mendes se posicione como a figura central nas comunicações do STF.

Fachin deveria ocupar esse espaço, avalia especialista

O pesquisador enfatiza que a falta de uma atuação mais incisiva de Fachin abre caminho para que Gilmar Mendes se destaque. “No poder, como não existe vácuo, alguém vai ocupar esse espaço, e o ministro Gilmar Mendes faz isso muito bem”, disse Recondo. Essa situação é vista como uma oportunidade para Mendes, que já é conhecido por sua habilidade em se comunicar com a mídia.

Além disso, Recondo mencionou que o novo equilíbrio de forças dentro da Segunda Turma do STF também contribui para a atuação pública de Mendes. Com André Mendonça ganhando destaque como relator de processos relevantes, como os casos do INSS e do Banco Master, a dinâmica entre os ministros está mudando.

Rusga entre Gilmar e Fachin e perspectiva do código de conduta

O especialista também comentou sobre a recente tensão entre Gilmar Mendes e André Mendonça, além das críticas que Mendes fez a Fachin. Durante uma aparição no programa Roda Viva, Mendes se posicionou contra adjetivações sobre sua relação com Fachin, afirmando que o considera seu amigo. Essa declaração sugere uma nova fase na relação entre os dois ministros.

Recondo acredita que um código de conduta para o STF deve ser aprovado no futuro, mesmo que em menor escala do que o desejado. “Talvez menor do que nós gostaríamos, mas alguma coisa deve ser aprovada”, concluiu.

Fonte: cnnbrasil.com.br

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