O Ministério Público da Bahia (MPBA) denunciou, nesta quinta-feira (16), seis policiais — quatro militares e dois civis — pela morte de dois homens durante a “Operação Travessia”, realizada em 10 de maio de 2025, em Caraíva. A ação, que gerou grande repercussão, levanta questões sobre a conduta das forças de segurança no estado.
Além da denúncia, o MPBA solicitou à Justiça o afastamento dos policiais de suas funções durante a tramitação do processo. A acusação envolve dois homicídios, classificados como cometidos por motivo torpe, o que indica uma depravação moral dos agentes, conforme definição do Tribunal de Justiça.
Acusações e evidências
Os policiais são acusados de dificultar a defesa das vítimas e de empregar armas de fogo de uso restrito. O laudo pericial revelou que as vítimas apresentavam lesões de agressões físicas antes dos disparos, o que agrava a situação dos denunciados.
Fraude processual e investigação
Os policiais civis também enfrentam acusações de fraude processual, conforme o artigo 347 do Código Penal. A investigação sugere que eles alteraram detalhes da situação após os fatos, o que pode complicar ainda mais a defesa dos envolvidos.
Operação e contexto
A “Operação Travessia” envolveu uma equipe operacional composta por membros do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. Os agentes chegaram ao local armados e com vestimentas táticas, atuando de maneira coordenada, o que levanta preocupações sobre a abordagem adotada.
Próximos passos legais
O MPBA indicou que as alegações de fraude processual pelos policiais militares serão investigadas pela Vara de Auditoria Militar, que possui a competência especializada para analisar essas condutas. A sociedade aguarda desdobramentos sobre a responsabilização dos envolvidos e a transparência nas ações das forças de segurança.
Fonte: cnnbrasil.com.br