Em consequência dessa nova tarifa, a Abicalçados revisou suas estimativas para as exportações de calçados em 2026, prevendo uma queda média de 7,1%. Essa revisão representa uma piora de 3,5 pontos percentuais em relação à previsão anterior, que já previa uma retração de 3,6%.
A decisão do USTR foi tomada no âmbito de uma investigação sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O setor calçadista não foi incluído nas exceções previstas, o que agrava ainda mais a situação.
Segundo Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados, a aplicação dessa tarifa adicional compromete significativamente a competitividade do calçado brasileiro nos Estados Unidos, inviabilizando muitas operações que estavam se recuperando desde a eliminação da tarifa anterior de 40% em fevereiro deste ano. Ele destacou que essa medida também penaliza importadores, marcas, varejistas e consumidores americanos.
A Abicalçados, em conjunto com o governo federal e entidades do setor nos Estados Unidos, participou de uma audiência pública do USTR em 7 de julho em Washington, apresentando argumentos sobre os impactos da tarifa. A entidade ressaltou que os EUA consomem mais de 2 bilhões de pares de calçados anualmente, enquanto produzem cerca de 20 milhões de pares.
Fonte: infomoney.com.br
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