Lula busca fortalecer equipe de campanha com líderes estaduais para o 2º turno

Lula busca fortalecer equipe de campanha com líderes estaduais para o 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em busca de reforçar a coordenação de sua campanha para o 2º turno, convocando profissionais que se destacaram nas disputas estaduais. Edinho Silva, presidente do PT, mencionou que nomes como Camilo Santana (PT-CE), Geraldo Alckmin (PSB), Rui Costa (PT-BA) e Jaques Wagner (PT-BA) estão sendo considerados para integrar essa equipe.

“Nós temos que ampliar, porque nós temos que percorrer o Brasil em 20 dias, e quanto mais lideranças nós tivermos para organizar essas ações no Brasil todo, eu penso que é mais gente ajudando a dar conta dessa missão”, afirmou Edinho a jornalistas após reunião da executiva nacional do partido em Brasília.

Camilo, ex-ministro da Educação, teve um papel ativo na coordenação da campanha no Ceará, onde o governador Elmano de Freitas (PT) foi reeleito no primeiro turno. Já Wagner e Rui estavam envolvidos na campanha na Bahia, onde ambos foram eleitos ao Senado.

“Nós temos o Camilo, que fazia parte da coordenação, mas pediu afastamento para se dedicar à disputa no Ceará. Nós temos agora os nossos senadores eleitos, o Rui e o Jaques, que podem fazer parte de um grupo de coordenação. Eu tenho defendido que o vice-presidente Geraldo Alckmin também venha participar de forma mais efetiva da coordenação”, declarou Edinho.

Lula se reuniu com Camilo, Rui, Jaques, Jerônimo Rodrigues (PT) e Otto Alencar (PSD-BA) no Palácio da Alvorada. O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, já havia indicado que coordenadores regionais deveriam ser integrados à estrutura nacional, considerando que muitos terão mais disponibilidade após o término das campanhas locais.

Três membros da equipe do governador da Bahia, Jerônimo, devem ser incorporados à campanha presidencial, embora ainda não haja definições sobre nomes ou funções. A comunicação da campanha também está sendo reavaliada, com críticas direcionadas a Sidônio Palmeira, responsável pela coordenação dessa área, especialmente em relação ao desempenho nas redes sociais.

Aliados discutem uma possível parceria com o publicitário Otávio Antunes, conhecido por sua atuação na campanha de Fernando Haddad (PT) em São Paulo, que se destacou pela proposta de “taxação BBB” – bilionários, bancos e bets.

ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Além das mudanças na campanha, Lula busca restabelecer relações com aliados estaduais. O presidente acionou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), para intermediar uma reaproximação com a governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). A senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE) já havia tentado criar essa ligação, visando conquistar o eleitorado de Raquel e aumentar a votação no Nordeste.

Na esfera econômica, aliados defendem uma sinalização fiscal ao mercado, com a hipótese de Lula anunciar o vice-presidente como futuro ministro da Fazenda, embora ainda não haja movimentação concreta nesse sentido.

A reunião com aliados realizada na noite de 2ª feira (5.out) em Brasília discutiu a possibilidade de reforçar a estrutura da campanha, com foco nos próximos 20 dias até o 2º turno. Entre as propostas estão aumentar a presença de Lula nas ruas, intensificar a comunicação nas redes sociais e aumentar a participação do presidente em entrevistas e interações com apoiadores.

Lula pretende ampliar o contato direto com os eleitores e reconhece a responsabilidade de sua campanha em convencer aqueles que não votaram no 1º turno a participar da nova etapa. A abstenção foi de 21,08% no 1º turno, representando 33,5 milhões de eleitores. Aliados avaliam que a estratégia precisa ser revista, pois Flávio Bolsonaro (PL) concentrou esforços no voto útil, enquanto Lula focou em reduzir a abstenção.

Fonte: poder360.com.br

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