Expectativas e Resultados do Trimestre
O Bradesco BBI destacou que o trimestre trouxe praticamente todos os elementos que os investidores buscavam: crescimento de volumes em Cerveja Brasil, uma precificação mais forte do que o esperado, e uma gestão eficiente das despesas. A receita líquida por hectolitro em Cerveja Brasil subiu 8% em relação ao ano anterior, o que representa o crescimento mais significativo desde 2023.
Esse aumento foi impulsionado por três fatores principais: uma base comparativa mais favorável, iniciativas de gestão de receita implementadas no início de 2026, e um mix mais positivo, com crescimento das marcas premium, enquanto o segmento mainstream apresentou leve retração.
Crescimento e Desempenho do Volume
Em termos de volume, Cerveja Brasil cresceu 1,2% em comparação anual, em um mercado que, segundo estimativas, está em queda. Essa performance reflete um ganho de participação mais disseminado pelo portfólio, incluindo o segmento mainstream, além de um efeito pontual de recomposição de estoques no início do trimestre.
As margens Ebitda também mostraram avanço em várias unidades de negócio, reforçando a percepção de maior eficiência operacional e execução sólida.
Revisões e Projeções Futuras
O Bradesco BBI revisou sua projeção de lucro líquido para 2026, aumentando-a em 3% para R$ 15,5 bilhões, incorporando preços e volumes mais altos. As despesas de SG&A foram ajustadas para 24,6% da receita, o menor nível histórico.
O banco acredita que a reestruturação do portfólio da Ambev, focada na premiumização e fortalecimento do mainstream, começa a se traduzir em poder de preço e ganho de participação de mercado.
Desafios e Expectativas do Mercado
Apesar da forte reação das ações, o Bradesco BBI considera que a avaliação atual já reflete um cenário exigente, com um P/L de 16,8 vezes para 2026, cerca de 25% acima dos pares globais. Fatores como a pressão de custos em 2027 e um ambiente de consumo moderado ainda limitam a visibilidade futura.
O preço-alvo foi elevado de R$ 14 para R$ 15 por ação, mantendo a recomendação neutra até que haja evidências mais consistentes de crescimento sustentável.
Visão dos Analistas e Reuniões com Investidores
O JPMorgan também mantém uma recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 17 por ação. Após uma conferência com a gestão da Ambev, os analistas notaram a confiança da administração, mas ainda existem dúvidas sobre a sustentabilidade dos ganhos de participação de mercado e o desempenho das principais marcas.
Os hedge funds locais reconhecem o desempenho robusto da Ambev, mas permanecem cautelosos, sem disposição para investir significativamente até que haja mais clareza sobre o crescimento dos lucros no longo prazo.
Fonte: infomoney.com.br
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