O pedido de afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, levado ao Supremo Tribunal Federal pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), teve como origem a repercussão de um registro fotográfico feito no exterior. A peça questionava o vínculo do procurador com o banqueiro Daniel Vorcaro. Contudo, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, barrou a tramitação da petição e negou o andamento da solicitação.
A imagem que motivou a representação no STF
A solicitação elaborada pelo parlamentar Nikolas foi formalizada após ser divulgada uma imagem capturada em um evento em Londres. Na fotografia, o procurador-geral aparecia fumando charuto na companhia do banqueiro Daniel Vorcaro e de outras pessoas. O deputado utilizou a divulgação desse registro público para sustentar a alegação de proximidade entre o chefe da Procuradoria-Geral da República e o empresário do setor financeiro.
Os motivos para a rejeição pelo Supremo
Ao avaliar a representação referente ao evento em Londres, o ministro destacou que o assunto já havia sido submetido ao Conselho Superior do Ministério Público. Como o órgão rejeitou investigar a conduta de Gonet, o presidente do STF concluiu que o tribunal não deveria deliberar de forma contrária com base nos dados apresentados. Fachin apontou também que a petição não continha a justa causa indispensável para deflagrar uma investigação oficial.
O entendimento firmado por Fachin deixou claro que o deputado federal carecia de legitimidade para pleitear o afastamento do procurador-geral perante a Corte Suprema. O ministro afirmou que a apresentação de denúncias ou comunicações de crimes exige o uso de vias próprias, como a polícia ou o Ministério Público. Por ter considerado o meio inadequado e ausentes os elementos de justa causa, a solicitação foi sumariamente arquivada pelo presidente do STF.
Fonte: veja.abril.com.br/politica