O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai intensificar a busca por aportes financeiros para viabilizar o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) durante a cúpula de lideranças na COP31, sediada na Turquia.
Situação financeira do fundo florestal
Atualmente, a iniciativa desenvolvida pelo Brasil acumula cerca de US$ 7,8 bilhões em declarações de apoio. Como a meta estipulada é alcançar US$ 10 bilhões até o término de 2026, restam US$ 2,2 bilhões para concretizar o patamar exigido.
O presidente parte rumo ao território turco e às Filipinas, com passagem marcada para a abertura da conferência em 11 de novembro. A estratégia envolve pressionar por novos compromissos financeiros e consolidar o modelo de remuneração para nações que mantêm suas áreas verdes preservadas.
Estratégia de captação e prazos
O projeto teve seu lançamento oficial durante a COP30, em Belém, contando com forte apoio inicial de Alemanha e Noruega. Agora, o objetivo é formalizar promessas do Reino Unido e dos Países Baixos durante um evento focado em biomas marcado para o dia 11.
A barreira financeira de US$ 10 bilhões em capital estatal funciona como um gatilho contratual indispensável. Caso o montante não seja alcançado até 31 de dezembro, o aporte de US$ 3 bilhões prometido pela Noruega, principal financiadora, corre riscos. A ambição de longo prazo é erguer um ecossistema global de US$ 125 bilhões, combinando cofres públicos e o setor privado.
Discurso de resultados e investimentos
Antes do embarque, o chefe do Executivo destacou que a pauta econômica do fundo precisa ser vista pela ótica de retorno financeiro, e não de caridade. “Não é dar, é fazer investimento”, declarou.
Ele também enfatizou que a delegação nacional adotará uma postura pragmática diante dos demais líderes globais. “Nós não vamos chegar dando palpite. Nós vamos chegar dizendo o que nós fizemos”, disse.
Agenda oficial na Turquia
Na abertura oficial na cidade de Antália, marcada para 11 de novembro, o líder brasileiro discursará ao lado do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, e do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
O país pretende exibir indicadores inéditos de queda na devastação ambiental e o relatório bienal de transparência. O documento aponta uma retração líquida de 560 milhões de toneladas de gás carbônico entre 2022 e 2024, consolidando o protagonismo do Brasil nas negociações climáticas internacionais.
Fonte: Poder 360