Hospital Santa Rita inova com tratamento de fibrilação atrial usando tecnologia avançada

Hospital Santa Rita inova com tratamento de fibrilação atrial usando tecnologia avançada

O Hospital Santa Rita, localizado em Vitória, deu um passo significativo na medicina cardíaca ao realizar, na manhã desta quarta-feira (30), os primeiros procedimentos no Espírito Santo para tratar a fibrilação atrial (FA) utilizando o sistema Volt™ Pulsed Field Ablation (PFA) e o cateter de ablação TactiFlex™ Duo. Ambas as tecnologias são desenvolvidas pela Abbott, uma referência no setor de cuidados com a saúde. Os pacientes submetidos aos procedimentos estão se recuperando bem.

A fibrilação atrial é uma arritmia que altera o ritmo dos batimentos cardíacos e afeta milhões de pessoas globalmente, aumentando o risco de acidente vascular cerebral (AVC) em até cinco vezes. Os sintomas incluem palpitações, falta de ar, fadiga, tontura e dor no peito.

Quando os medicamentos e outras abordagens não são suficientes para controlar a FA, a ablação cardíaca minimamente invasiva se torna uma alternativa viável. Este procedimento visa restaurar o ritmo normal do coração, atuando no tecido responsável pela arritmia.

Hospital Santa Rita realiza primeiros procedimentos do ES para tratar fibrilação atrial com novas tecnologias
Operação inédita no estado

Funcionamento das novas tecnologias

O sistema Volt™ PFA utiliza pulsos elétricos de alta energia para tratar de forma seletiva o tecido cardíaco afetado. Este sistema foi desenvolvido para simplificar o procedimento, permitindo que os especialistas realizem mapeamento e ablação com um único cateter, reduzindo a necessidade de trocar de dispositivos durante a cirurgia.

A plataforma é adaptável a diferentes anatomias cardíacas, ampliando as opções para os médicos. O cateter TactiFlex™ Duo, por sua vez, permite a alternância contínua entre duas modalidades de energia: radiofrequência (RF) e ablação por campo pulsado (PFA), permitindo que o médico ajuste a estratégia conforme a necessidade clínica de cada paciente.

Fabrício Vassalo, eletrofisiologista do Hospital Santa Rita e doutor em Ciências Médicas pela USP, destaca que a ablação por campo pulsado não gera calor, como a radiofrequência, nem frio, como a crioablação. “Até hoje, contávamos apenas com uma tecnologia que tratava a forma mais simples da fibrilação atrial. Agora, temos dois novos modelos de cateteres que possibilitam um tratamento mais rápido e eficaz, abrangendo tanto as formas simples quanto as complexas da arritmia”, afirma o médico.

Letícia Baltazar, gerente geral da Divisão de Eletrofisiologia da Abbott para a América Latina, ressalta que a área está passando por uma transformação, impulsionada por novas tecnologias que melhoram a precisão e eficiência dos procedimentos. “Com a introdução do Volt™ e TactiFlex™ Duo, ampliamos nosso portfólio de eletrofisiologia no Brasil, oferecendo mais alternativas para os especialistas no tratamento de arritmias cardíacas”, conclui.

A chegada dessas inovações faz parte da estratégia da Abbott de expandir seu portfólio em cardiologia e fortalecer seu ecossistema de eletrofisiologia, reafirmando seu compromisso com a evolução dos tratamentos para arritmias cardíacas no Brasil.

Fonte: eshoje.com.br

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