Irã fecha novamente o estreito de Ormuz em resposta a ataques dos EUA

fogo com os EUA

A alta cúpula do governo iraniano anunciou nesta quarta-feira (10.jun.2026) o fechamento do estreito de Ormuz. Esta ação é uma resposta direta à ofensiva dos Estados Unidos, que ocorreu no mesmo dia, visando instalações iranianas ao longo da costa do estreito.

irã: cenário e impactos

Imediatamente após o anúncio, o Irã atacou dois navios petroleiros que tentaram cruzar a rota comercial. Até o momento, não há informações sobre a nacionalidade das embarcações atingidas.

O governo iraniano identificou os ataques norte-americanos como provenientes de bases militares localizadas no Kuwait e no Bahrein. Em retaliação, o Irã lançou ataques de drones em três instalações dos EUA, uma no Bahrein e duas no Kuwait.

Esses ataques iranianos ocorreram após o Comando Central dos EUA ter anunciado uma nova operação contra o Irã. Os norte-americanos justificam a ofensiva como uma medida de “legítima defesa”, acusando o Irã de romper um cessar-fogo informal entre os países.

A ofensiva se seguiu a um ataque anterior, que foi uma retaliação pela queda de um helicóptero norte-americano no estreito de Ormuz. Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), a aeronave foi derrubada por forças iranianas na segunda-feira (8.jun).

Agências de notícias iranianas relataram bombardeios na ilha de Qeshm e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik e Karaj.

Antes do novo ataque norte-americano, o Irã já havia retomado hostilidades com Israel no domingo (7.jun).

O fechamento do estreito de Ormuz terá repercussões significativas para a economia global. Após o ataque iraniano a Israel, o preço do petróleo voltou a subir, aproximando-se de US$ 97. Embora o preço do barril tenha recuado nos últimos dias, a expectativa é que ele dispare caso o estreito permaneça fechado.

Na visão de Trump, o impacto de um novo bloqueio iraniano será limitado. O presidente afirmou que 200 navios petroleiros norte-americanos atravessaram o estreito de Ormuz após uma missão secreta das Forças Armadas dos EUA. Segundo ele, a rota não está sob controle do Irã, e mais de 100 milhões de barris passaram por lá em segurança.

Fonte: poder360.com.br

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