Reforma tributária: entidades pedem adiamento de novas regras para 2028

Entidades entram em campo por adiamento de implementação da reforma tributária para 2028

Um pedido oficial foi encaminhado ao Congresso Nacional para que a transição da reforma tributária seja estendida. A iniciativa, liderada por grupos do setor produtivo, busca prorrogar a exigência das novas alíquotas para evitar impactos financeiros severos às companhias brasileiras.

Prazo estendido para as novas alíquotas

A cobrança oficial da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto Seletivo está programada para iniciar em 2027. No entanto, o envio do ofício conjunto da Liga Internacional de Negócios e Exportação e do Observatório de Direito Administrativo tenta empurrar essa data limite para janeiro de 2028, sob a justificativa de indefinições nas normativas fiscais.

Busca por segurança jurídica

Assinado pelos advogados Felipe Bayma e Isadora França Neves, o texto deixa claro que o setor não rejeita a reestruturação dos impostos, mas exige um período de adaptação mais seguro e previsível para o mercado.

“Defender os empresários é defender quem empreende, gera empregos e movimenta a economia do país. A reforma tributária é necessária, mas sua implementação precisa vir acompanhada de segurança jurídica, regras claras e previsibilidade. O encaminhamento ao Congresso é uma oportunidade para que a voz de quem produz seja ouvida e para que a transição aconteça com responsabilidade, sem transferir às empresas o custo da falta de planejamento”, afirma Bayma.

“O empresário necessita estruturar suas operações visando ao lucro e à viabilidade do negócio. Tomemos, por exemplo, empresas que participam de licitações. Elas precisam fixar preços, assumir obrigações e dimensionar riscos antes da conclusão de parâmetros tributários relevantes. Não podemos deixar a força produtiva do país no escuro”, acrescenta Isadora.

Impactos diretos no setor de importação

O dossiê também detalha as complicações enfrentadas pelas empresas de comércio exterior. Organizar o fluxo de caixa, definir precificação, estruturar financiamentos e gerenciar prazos logísticos tornam-se tarefas complexas sem a regulamentação consolidada.

Mesmo que a lei contenha dispositivos voltados ao reequilíbrio de contratos, os especialistas ressaltam que tais mecanismos não eliminam os gastos com burocracia, comprovações e possíveis litígios judiciais.

Fonte: veja.abril.com.br/politica

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