A Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco divulgou dados alarmantes sobre o tráfico de animais silvestres no estado, revelando que o galo-de-campina é a espécie mais traficada. No último ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu um homem que transportava 400 aves de forma ilegal. O galo-de-campina, conhecido por sua cabeça vermelha e corpo branco com asas pretas, é uma ave típica do Nordeste, predominante na Caatinga e em áreas abertas, além de ser famoso por seu canto característico.
galo: cenário e impactos
O biólogo da CPRH, Yuri Marinho, que atua no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres, destaca que aves da caatinga estão entre as mais traficadas no Brasil, especialmente devido ao seu canto atrativo.
“Existem três tipos de comércio ilegal: o para animais de estimação, o por canto e a biopirataria, que envolve a exploração de animais para retirada de toxinas. O galo-de-campina é especialmente visado pelo seu canto e é uma ave endêmica da caatinga, o que a torna ainda mais vulnerável”, explica Marinho.
O biólogo também ressalta a importância de denunciar o tráfico de animais silvestres e as consequências legais envolvidas. Ele orienta sobre os canais disponíveis para denúncias e as penalidades associadas.
“As denúncias podem ser feitas através da Ouvidoria da CPRH, da Linha Verde do Ibama ou pelo telefone 190. As multas para a criação ilegal desse animal variam em média R$ 500, pois não é considerado ameaçado. No entanto, em casos de maus-tratos, a multa pode aumentar até dez vezes, além da possibilidade de detenção, que varia de seis meses a um ano”, alerta.
A retirada do galo-de-campina de seu habitat natural tem um impacto direto na reprodução da espécie, resultando na diminuição do número de novas aves. Isso afeta funções essenciais para o ecossistema, como a dispersão de sementes e o controle de insetos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br