Essa denúncia surge em um contexto de crescente controle do governo sobre o ambiente digital doméstico. As autoridades afirmam que empresas do setor publicitário atuam como intermediárias para estruturas de inteligência estrangeiras que buscam acessar dados de cidadãos chineses.
O governo chinês argumenta que o problema vai além da privacidade. Segundo o ministério, algumas campanhas publicitárias direcionam usuários para páginas hospedadas fora da China, que contêm mensagens críticas ao regime e tentativas de influência ideológica. Isso levanta preocupações sobre a segurança nacional e a integridade da informação.
O alerta também menciona táticas utilizadas para aumentar a interação dos internautas com os anúncios. Entre essas táticas estão janelas que aparecem inesperadamente, botões de fechamento difíceis de localizar e mecanismos que levam os usuários a acessar links externos involuntariamente. Essas práticas são vistas como ameaças à segurança digital dos cidadãos.
Em resposta a essas preocupações, Pequim determinou que plataformas digitais suspendam imediatamente a veiculação de publicidade associada a endereços estrangeiros sem identificação clara. O governo anunciou a criação de novas regras para o setor, que exigirão que os anúncios sejam claramente identificados como conteúdo publicitário e que ofereçam ferramentas simples para encerramento da exibição.
Nos últimos anos, o governo chinês intensificou a fiscalização sobre plataformas digitais, empresas de tecnologia e fluxos internacionais de informação. Frequentemente, essas ações são justificadas como medidas de proteção da soberania nacional, refletindo uma abordagem mais ampla em relação ao controle da informação e da segurança cibernética no país.
Fonte: infomoney.com.br
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